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sábado, 23 de abril de 2011

Labirinto


 deitado em meu leito
estreito pelo temor da sorte
a despeito das imagens turvas
da quotidiana bruma
pela  fresta da porta espreito
mil deuses tramando
um universo matemático perfeito
sem vida sem morte
tão retas pontos e curvas
de substância nenhuma
da forma de um círculo suspeito
que estão sempre recomeçando


Um comentário:

  1. a criação de um mundo sempre se encerra em intenções que nem mesmo saíram do papel. Mas no papel já são suficientes para tanto.

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